A província da Huíla está a enfrentar uma nova crise de abastecimento de gasolina, apenas dias depois de ter registado escassez de gás de cozinha, o que tem provocado forte pressão sobre os sistemas de transporte e o quotidiano da população.
Em vários postos de abastecimento do Lubango e de outros municípios, formaram-se longas filas de veículos, algumas com quase um quilómetro de extensão, num cenário marcado por tensão e espera prolongada dos utentes.
A falta de gasolina está a afectar directamente o transporte público, com táxis paralisados e outros a reduzir rotas, enquanto os autocarros surgem como principal alternativa para a mobilidade dos passageiros.


Nas ruas, o impacto é visível, com grande parte dos motoristas a aguardar abastecimento e passageiros a enfrentar dificuldades para encontrar meios de transporte, o que agrava o descontentamento social.
Fontes ligadas ao sector logístico indicam que o problema pode estar associado a atrasos na chegada de navios-tanque ao porto do Namibe, aliado a uma gestão mais cautelosa dos stocks disponíveis na região.
Há também indicações de que factores externos, incluindo a instabilidade no mercado internacional de combustíveis, possam estar a influenciar o abastecimento, embora sem confirmação oficial detalhada.
A Huíla, uma das províncias com maior consumo de combustíveis em Angola, depende em grande parte do transporte ferroviário e marítimo para garantir o fornecimento, tornando-se vulnerável a interrupções na cadeia logística.

