O Banco Nacional de Angola revelou que o crédito bruto ao sector não financeiro atingiu 9,0 biliões de kwanzas em março de 2026, registando um crescimento anual de 16,4%, equivalente a mais 1,3 biliões kz, segundo dados do próprio banco central.
Este desempenho indica uma maior profundidade do sistema financeiro em Angola, com destaque para a expansão do crédito em moeda nacional, que chegou a 7,2 biliões kz.



No contexto do mercado de seguros e gestão de risco, este crescimento representa simultaneamente uma oportunidade de expansão da atividade económica segurável e um aumento da exposição a riscos financeiros associados à aceleração do crédito.
A estrutura do endividamento revela uma forte dinâmica no sector privado, que atingiu 7,6 biliões de kwanzas, com as empresas não financeiras a liderarem a procura de financiamento, enquanto os particulares cresceram 16,5%, refletindo maior consumo e inclusão financeira.
O sector público também registou expansão para 1,4 biliões kz, evidenciando um ambiente económico mais alavancado.
Para o setor segurador, este cenário reforça a necessidade de maior cobertura de risco de crédito, risco operacional e risco sistémico, numa economia onde a expansão do financiamento aumenta simultaneamente a necessidade de proteção financeira e estabilidade dos fluxos económicos.


No segmento produtivo, o crédito ao sector real atingiu 2,0 biliões de kwanzas, com forte crescimento na indústria extractiva e reforço da indústria transformadora e agricultura, enquanto o programa de financiamento do Aviso 10/2024 representou 69,4% do total direcionado a este segmento.
Esta concentração de crédito em setores estratégicos aumenta a relevância de soluções de seguros ligados a ativos produtivos, infraestruturas e cadeias logísticas.
Para investidores e seguradoras, o cenário abre espaço para expansão de produtos de cobertura de risco, ao mesmo tempo que sinaliza oportunidades de crescimento económico sustentado, desde que acompanhado por mecanismos robustos de gestão de risco e solvência.

