O Brasil registou avanços relevantes na produtividade da cana-de-açúcar com a adoção de práticas de manejo integrado que combinam nutrição, produtos biológicos e ativadores fisiológicos ao longo do ciclo da cultura, segundo estudos recentes do setor.
Ensaios agronómicos realizados em diferentes regiões produtoras indicam ganhos médios de até 10 toneladas por hectare na cana-planta, além de melhorias na qualidade industrial, com aumentos de até 20% no teor de açúcar (°Brix) e até 18% no indicador TAH (Toneladas de Açúcar por Hectare), métrica-chave para a rentabilidade da produção.


Os resultados também mostram avanços estruturais relevantes nas lavouras, incluindo aumento de até 35% no volume radicular, crescimento de 26% no número de perfilhos e maior uniformidade das plantações. Estes fatores contribuem para melhor absorção de nutrientes e água, maior resiliência climática e redução da necessidade de replantio, um dos principais custos da cultura.
O estudo foi conduzido pela Agrocete, que tem expandido a sua atuação no segmento da cana-de-açúcar, com testes realizados em estados estratégicos como São Paulo, Goiás, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, regiões centrais para a produção nacional.


Em contexto operacional, os ganhos tornam-se ainda mais relevantes face aos desafios estruturais do setor no Brasil, incluindo seca prolongada, irregularidade de chuvas, degradação do solo e pressão de pragas e doenças, fatores que têm limitado a produtividade em várias regiões produtoras.
O avanço destas tecnologias sinaliza uma mudança estrutural no agronegócio brasileiro, com maior foco em eficiência produtiva, sustentabilidade e integração de soluções biológicas, num momento em que produtores procuram equilibrar custos crescentes com a necessidade de aumentar a produtividade e competitividade no mercado global.

