O governo da Noruega anunciou a abertura de até 70 novos blocos para exploração de petróleo e gás na sua mais recente ronda anual de licenciamento offshore, reforçando a estratégia de prolongar a vida útil do setor energético nacional, apesar da transição global para fontes mais limpas.
As áreas estão distribuídas entre três regiões estratégicas: 38 blocos no Mar de Barents, 10 no Mar da Noruega e 22 no Mar do Norte. O processo de candidatura ficará aberto até setembro de 2026, com atribuição das licenças prevista para o início de 2027, sinalizando continuidade no investimento upstream do país.


A medida insere-se no programa anual de licenciamento conhecido como APA (Awards in Predefined Areas), que tem sido um dos principais instrumentos da política energética norueguesa para garantir estabilidade na produção de hidrocarbonetos. Apesar das projeções de declínio estrutural a longo prazo, o país mantém uma abordagem de exploração contínua para sustentar receitas fiscais e exportações.
O plano inclui também a reativação de campos maduros operados pela ConocoPhillips e parceiros, nomeadamente Albuskjell, Vest Ekofisk e Tommeliten Gamma, que tinham sido encerrados em 2019. Estes ativos ainda possuem reservas estimadas entre 90 e 120 milhões de barris de petróleo equivalente, principalmente em gás natural e condensados.


O investimento associado ao projeto está avaliado em cerca de 19 mil milhões de coroas norueguesas (aproximadamente 2,05 mil milhões de dólares), com início de produção previsto para 2028 e operação projetada até 2048, prolongando significativamente a contribuição destes campos para o sistema energético norueguês.
Empresas como a Equinor e a Aker BP deverão desempenhar um papel central na nova fase de exploração, num contexto em que a Noruega procura equilibrar a segurança energética europeia, a estabilidade económica e as pressões globais para descarbonização do setor de petróleo e gás.

