Na I Cúpula Brasil-Espanha, realizada em Barcelona, o governo brasileiro, liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, consolidou uma nova frente estratégica ao posicionar a cultura como ativo económico e instrumento de sustentabilidade.
A ministra Margareth Menezes formalizou acordos inéditos com o governo espanhol que ampliam o papel da economia criativa na agenda verde, criando oportunidades para investimentos em infraestruturas culturais sustentáveis, inovação tecnológica e valorização de ativos patrimoniais como vetor de crescimento económico.


O Memorando de Entendimento em Cultura e Sustentabilidade estabelece bases para a transição ecológica das instituições culturais, incluindo eficiência energética, redução de emissões e adaptação climática do património histórico um segmento que movimenta cadeias de valor relevantes como turismo, construção e serviços.
Já o acordo de cooperação cultural abre espaço para intensificação do comércio de bens e serviços criativos, promovendo mobilidade de profissionais, coproduções internacionais e acesso a novos mercados, o que poderá impulsionar receitas externas e diversificação económica, especialmente para pequenas e médias empresas do sector cultural.

A parceria Brasil-Espanha posiciona a cultura como indústria estratégica com impacto direto no PIB, geração de emprego qualificado e atração de capital internacional.
As políticas culturais com metas de sustentabilidade, os dois países criam um ambiente propício para financiamento verde, parcerias público-privadas e inovação em modelos de negócio criativos, reforçando a competitividade global e consolidando a cultura como um dos pilares emergentes da economia sustentável, segundo informações divulgadas no âmbito da cúpula oficial.

