A DHL Group antecipou que conseguirá assegurar o fornecimento de combustível de aviação na Europa até junho, num contexto de elevada pressão energética desencadeada pela crise no Irã, mas sinaliza riscos crescentes na Ásia, onde a visibilidade de abastecimento permanece limitada.
A empresa conta com compromissos firmes de grandes petrolíferas para garantir operações nos principais hubs europeus, mitigando um potencial choque logístico que poderia comprometer cadeias de valor globais.
Ainda assim, a Agência Internacional de Energia alertou para uma possível escassez física de combustível já nas próximas semanas, refletindo a forte dependência europeia das importações do Médio Oriente.


O cenário cria uma assimetria de riscos e oportunidades que a DHL está a capitalizar enquanto concorrentes do Golfo reduzem operações devido às restrições no espaço aéreo, a empresa alemã aumenta a sua quota de mercado em rotas estratégicas entre Ásia e Europa.
Com uma frota de cerca de 300 aeronaves, a companhia beneficia diretamente da redistribuição de capacidade global, registando um aumento da procura por transporte expresso e logística internacional.
Esta dinâmica reforça receitas num momento crítico, ao mesmo tempo que evidencia a importância de contratos de fornecimento energético robustos como fator de vantagem competitiva no setor.


No entanto, a incerteza persiste para o médio prazo, especialmente nos mercados asiáticos com menor capacidade de munições estratégicas, onde eventuais rupturas podem elevar custos operacionais e pressionar margens.
A logística energética, que envolve ciclos de produção e refinação de três a seis semanas, sugere que os impactos do bloqueio no Estreito de Ormuz ainda estão a ser absorvidos pelo sistema global.
Para investidores e operadores, o cenário aponta para volatilidade contínua nos custos de transporte aéreo, com implicações diretas no comércio internacional e nas cadeias de abastecimento reforçando a necessidade de estratégias resilientes e diversificação de fontes energéticas.

