O Corredor do Lobito consolidou-se como um dos maiores projectos estratégicos de infra-estruturas em África, ao mobilizar investimentos em curso e garantias de financiamento avaliados em 26 mil milhões de dólares, anunciou em Washington DC o secretário executivo da Agência de Facilitação de Transporte de Trânsito do Corredor do Lobito (AFTTCL), Amadeu Leitão Nunes.
Os dados foram apresentados durante o Fórum sobre o Corredor do Lobito, realizado na sede do Banco Mundial sob o lema “Do impulso político à implementação coordenada”, reunindo representantes de Angola, República Democrática do Congo (RDC), Zâmbia, bancos multilaterais, investidores privados e agências internacionais de desenvolvimento.

Segundo a AFTTCL, o avanço do projecto conta com apoio financeiro e institucional do Banco Mundial, Corporação Financeira Internacional (IFC), Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), União Europeia, Itália, Estados Unidos e outros parceiros estratégicos. O objectivo passa por transformar o corredor numa plataforma logística moderna para exportações, indústria e integração regional.
Amadeu Leitão Nunes destacou ainda a criação da plataforma Locomotive, lançada pelo Banco Mundial para centralizar interesses de investidores e coordenar a implementação dos projectos estruturantes. A ferramenta deverá reunir dados de investimentos, oportunidades e indicadores económicos ligados ao corredor.
A primeira-ministra da RDC, Judith Suminwa Tuluka, defendeu a combinação entre capital público e privado através de parcerias sólidas, afirmando que o corredor pode impulsionar um crescimento económico integrado entre os países participantes. Segundo a governante, Kinshasa já concluiu estudos técnicos e avança em reformas institucionais para beneficiar da iniciativa.


Por sua vez, a ministra das Finanças de Angola, Vera Daves de Sousa, reafirmou o compromisso do Executivo com a operacionalização do projecto, sublinhando que o desafio actual deixou de ser apenas a visão estratégica e passou a centrar-se na entrega de resultados concretos em logística, mobilidade e competitividade económica.
Já a Zâmbia considera o Corredor do Lobito mais do que uma linha férrea. O ministro das Finanças, Situmbeko Musokotwane, afirmou que Lusaka vê a infra-estrutura como um verdadeiro corredor económico capaz de dinamizar a indústria transformadora, atrair fábricas e acelerar exportações regionais.

