O Projecto de Desenvolvimento da Agricultura Comercial (PDAC) financiou, em 2025, a cooperativa agropecuária Cassanje com uma linha de crédito de 300 milhões de kwanzas, destinada ao fortalecimento da produção de café arábica na província do Huambo. O investimento representa um novo impulso ao relançamento da cafeicultura nacional e ao desenvolvimento agrícola sustentável.
A cooperativa possui uma área de 80 hectares localizada na aldeia de Tchikassa, na periferia da cidade do Huambo, reservada para o cultivo de café arábica. Segundo o presidente da cooperativa, Henriques Amadeu Capiñgala, os recursos permitiram preparar 20 hectares de terra, dos quais 14 já se encontram cultivados com mais de 47 mil plantas.
O arranque da plantação ocorreu no início da campanha agrícola 2025/2026 e, em menos de um ano, as plantas já apresentam uma taxa de floração estimada em 30 por cento, sinalizando boas perspectivas para a primeira colheita ainda este ano.


Além do impacto produtivo, o projecto já gerou cerca de 67 postos de trabalho directos, beneficiando famílias das aldeias vizinhas e contribuindo para a dinamização económica local. Até ao momento, dos 300 milhões de kwanzas aprovados, já foram aplicados 214 milhões no desenvolvimento da fazenda.
Para a presente campanha agrícola, a cooperativa prevê uma produção média de cinco toneladas por hectare de café cereja, com rendimento estimado de três toneladas de grão limpo para comercialização. A expectativa é aumentar a renda dos produtores e reforçar a presença do café nacional no mercado interno.

O representante do PDAC no Huambo, Gerson Somano, explicou que o apoio financeiro visa elevar a produtividade, facilitar o acesso aos mercados e fortalecer a capacidade de gestão dos beneficiários, abrangendo não apenas o café arábica, mas também outras culturas resilientes.
Por sua vez, o director provincial da Agricultura, Pecuária e Pescas, João Lara Hotalala, manifestou satisfação com o progresso do programa, considerando que a regularidade das chuvas e a adesão crescente das famílias camponesas criam condições favoráveis para boas colheitas.
Nos últimos tempos, o café produzido localmente tem registado forte procura no mercado, sendo adquirido directamente nas residências dos produtores ao preço médio de 1.200 kwanzas por quilograma. O cenário reforça o potencial do sector cafeeiro como fonte de emprego, rendimento e diversificação económica em Angola.

