A Namíbia abriu uma investigação interna de grande alcance sobre uma alegada fraude na cadeia de abastecimento de medicamentos, após a identificação de indícios de irregularidades que envolvem funcionários da Central de Armazéns Médicos do Ministério da Saúde e dos Serviços Sociais, num caso que levanta preocupações sobre a integridade da gestão pública de recursos essenciais.
De acordo com o Ministério, as suspeitas incluem manipulação de dados de inventário, registos inconsistentes de stock e possível desvio de medicamentos dentro da cadeia nacional de distribuição, afetando a rastreabilidade dos produtos e criando falhas no controlo logístico de fármacos destinados a hospitais e unidades de saúde em todo o país.


As autoridades admitem que estas práticas poderão ter contribuído para a criação de escassez artificial de medicamentos, um cenário que não só compromete o funcionamento do sistema de saúde, como também pode ter impactos diretos na prestação de cuidados médicos à população, especialmente em regiões mais dependentes do abastecimento centralizado.
Como medida imediata, os funcionários suspeitos foram afastados das suas funções na cadeia de abastecimento, enquanto decorre a investigação, que está a ser conduzida em coordenação com as forças policiais e outras entidades competentes, com o objetivo de apurar responsabilidades e determinar a extensão dos danos causados.

O Ministério da Saúde afirmou ainda que o caso será tratado com “tolerância zero” e que, caso se confirmem as irregularidades, serão instaurados processos disciplinares e criminais, reforçando o compromisso de combater a corrupção e melhorar os mecanismos de controlo interno, num momento em que a eficiência do sistema de saúde é considerada uma prioridade estratégica nacional.

