A Costa do Marfim confirmou um surto de gripe aviária altamente patogénica do tipo H5N1 numa granja avícola localizada no leste do país, segundo informou nesta quinta-feira a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).
De acordo com o relatório apresentado pelas autoridades marfinenses e citado pela entidade internacional sediada em Paris, o foco da doença foi identificado no distrito de Koun-Fao, região situada próxima da fronteira com o Gana.
O vírus provocou a morte de cerca de 95 mil aves domésticas, representando um duro golpe para o sector avícola local e levantando preocupações quanto à segurança alimentar e aos impactos económicos para os produtores.

A gripe aviária H5N1 tem causado prejuízos significativos em explorações avícolas em várias partes do mundo nos últimos anos, levando ao abate de milhões de aves e à imposição de restrições comerciais em diversos países.
O surto poderá pressionar os preços da carne de frango e dos ovos no mercado interno, reduzir a oferta de produtos avícolas e gerar perdas financeiras para produtores, distribuidores e comerciantes. Além disso, eventuais restrições sanitárias podem afectar exportações e aumentar os custos públicos com medidas de contenção e fiscalização.
As autoridades sanitárias deverão reforçar medidas de contenção, vigilância epidemiológica e controlo de movimentação de aves para evitar a propagação do vírus para outras zonas do país.


Especialistas alertam que surtos desta natureza exigem resposta rápida, devido ao risco de contágio entre aves e às perdas económicas que podem afectar toda a cadeia de produção avícola.
O caso surge num momento em que vários países africanos intensificam mecanismos de prevenção contra doenças animais transfronteiriças, visando proteger a produção agrícola e os mercados alimentares.

