Petróleo registou pouca variação nos mercados internacionais nesta quinta-feira, refletindo a cautela dos investidores quanto à eficácia das negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irão para aliviar as tensões no Estreito de Ormuz, uma das rotas energéticas mais estratégicas do mundo. O sentimento predominante é de incerteza, com o mercado a reagir de forma contida a sinais contraditórios sobre uma possível desescalada do conflito.
A estabilidade dos preços ocorre após sessões de forte volatilidade, impulsionadas pela interrupção parcial dos fluxos de petróleo na região do Médio Oriente. Apesar de algumas expectativas de avanço diplomático, analistas apontam que a falta de confiança em acordos anteriores continua a limitar apostas numa normalização rápida da oferta global.

O cenário é agravado pela persistência de riscos geopolíticos ligados ao controlo do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial. Qualquer interrupção prolongada nessa rota tende a pressionar o equilíbrio entre oferta e procura, mantendo os preços sensíveis a declarações políticas e movimentações militares.
Do lado da oferta, dados recentes indicam uma redução dos stocks de crude e combustíveis nos Estados Unidos, impulsionada pelo aumento das exportações e pela procura externa elevada. Este fator contribui para sustentar os preços, mesmo num contexto de maior incerteza diplomática e tentativas de mediação internacional.

No conjunto, o mercado petrolífero mantém-se num intervalo restrito, dividido entre expectativas de possível acordo político e receios de agravamento das tensões regionais. Analistas consideram que, enquanto não houver garantias concretas de segurança no fluxo marítimo, o petróleo deverá continuar a oscilar dentro de uma faixa limitada, sensível a qualquer evolução no conflito.

