Sam Altman solicitou a rejeição do pedido de indenização por danos punitivos apresentado pela sua irmã num processo civil que o acusa de alegados abusos sexuais ocorridos há mais de duas décadas, num caso que continua a evoluir no sistema judicial dos Estados Unidos. A defesa do executivo argumenta que a legislação do estado do Missouri não permite esse tipo de compensação para as alegações em causa.
Segundo documentos apresentados num tribunal federal em St. Louis, a equipa jurídica de Sam Altman sustenta que a lei aplicável limita eventuais indemnizações a compensações por lesões ou danos específicos associados a abuso sexual infantil, excluindo a possibilidade de danos punitivos. O pedido inclui ainda a rejeição integral do processo movido pela irmã.
O caso envolve acusações feitas por Annie Altman, que afirma ter sido vítima de abusos entre 1997 e 2006, no seio da família, começando quando era criança. As alegações incluem episódios que, segundo a autora, terão ocorrido ao longo de vários anos, sendo posteriormente ampliadas em ações judiciais e declarações públicas.

Sam Altman nega todas as acusações e afirma que o processo surge na sequência de conflitos familiares e de exigências financeiras, alegadamente recusadas pela família. Paralelamente, o CEO da OpenAI também moveu uma ação por difamação relacionada com publicações feitas pela irmã em redes sociais, incluindo alegações públicas sobre os factos em disputa.
O caso acrescenta pressão mediática sobre uma das figuras mais influentes do setor tecnológico global, num momento em que OpenAI e o próprio Altman enfrentam também outros processos de grande escala no ecossistema de inteligência artificial, aumentando o escrutínio sobre liderança, reputação e impacto reputacional no setor tecnológico.

