A Coreia do Sul anunciou um acordo estratégico para assegurar o fornecimento de 273 milhões de barris de petróleo bruto e 2,1 milhões de toneladas de nafta até ao final do ano, num movimento que visa reduzir a dependência do Estreito de Ormuz e fortalecer a segurança energética nacional.
Segundo o governo sul-coreano, os volumes serão obtidos através de rotas alternativas no Médio Oriente e no Cazaquistão, mitigando riscos associados à instabilidade geopolítica na região.
De acordo com declarações do chefe de gabinete presidencial Kang Hoon-sik, parte significativa do fornecimento será assegurada por parceiros como a Arábia Saudita, que comprometeu cerca de 200 milhões de barris até o final do ano, além de envios adicionais via portos alternativos no Mar Vermelho.
O Cazaquistão e o Omã também integram o pacote de fornecimento, reforçando uma estratégia de diversificação energética em larga escala.


A iniciativa representa uma resposta preventiva a riscos de interrupção logística num corredor crítico que historicamente concentra mais de metade das importações energéticas sul-coreanas.
Ao estruturar contratos de longo prazo e ampliar rotas alternativas, Seul reduz a exposição a choques de oferta, estabiliza custos industriais e protege a competitividade da sua base produtiva, altamente dependente de energia importada.
Além do impacto imediato na estabilidade do abastecimento, o acordo também abre espaço para cooperação em infraestrutura energética, incluindo projetos de oleodutos de desvio e expansão de capacidade de armazenamento fora de zonas de risco.
Num contexto global de elevada volatilidade nos mercados de energia, a estratégia sul-coreana reforça uma tendência entre economias avançadas a de transformar segurança energética em prioridade central de política económica e de competitividade industrial.

