Angola deu mais um passo no acompanhamento de um dos seus principais projectos estruturantes no sector energético, com a realização de um encontro de alto nível entre o ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, e o presidente da China Chemical Engineering International Corporation, Bao Guangdong, em Pequim. A reunião teve como foco central o progresso da construção da Refinaria do Lobito, cuja primeira fase está prevista para entrar em funcionamento em Junho de 2027.
Durante o encontro, as partes analisaram o estado actual da implementação técnica da Fase 1 do projecto, bem como os mecanismos de financiamento em curso e as possibilidades de reforço da cooperação no domínio da petroquímica.


A Refinaria do Lobito é considerada estratégica para Angola, sobretudo no reforço da capacidade nacional de refinação e na redução da dependência de importação de combustíveis.
Na ocasião, o governante sublinhou a necessidade de cumprimento rigoroso dos prazos e padrões de qualidade estabelecidos para a execução da obra. “Pretendemos que o projecto seja realizado no tempo aprazado e com a qualidade requerida”, afirmou, reforçando o compromisso do país com a eficiência e a sustentabilidade dos investimentos estruturantes.
O encontro serviu igualmente para explorar novas oportunidades industriais, com destaque para o desenvolvimento de um parque industrial na província do Cuanza-Sul, que poderá abrir espaço para futuras parcerias entre a CNCEC e a Sonangol. A iniciativa enquadra-se na estratégia de diversificação económica e industrialização do país.

De acordo com o contrato estabelecido, a CNCEC actua como empreiteira principal do projecto, sendo responsável pela engenharia, aquisição de equipamentos, construção e supervisão da primeira fase da refinaria, além da gestão do planeamento e logística da obra. A delegação angolana integrou ainda a embaixadora em Pequim, Dalva Ringote Allen, e o presidente do conselho de administração da Sonangol, Sebastião Martins.

