O aumento vertiginoso nos preços dos combustíveis, impulsionado pela crise global do petróleo, tem causado uma pressão sem precedentes sobre diversos setores econômicos nas Filipinas.
Além de afetar o transporte e os custos de produção, essa escalada tem gerado um efeito cascata em setores como a agricultura, onde os agricultores, sobrecarregados pelos custos de combustíveis e insumos, optam por abandonar colheitas para evitar prejuízos financeiros.


No entanto, a raiz dessa crise vai além do campo ela está diretamente ligada ao mercado de petróleo, onde o país, altamente dependente de combustíveis importados, tem enfrentado dificuldades para manter a produção e os custos internos sob controle.
A escassez de petróleo e as flutuações nos preços globais estão provocando um impacto direto nas operações de refino e distribuição nas Filipinas, um dos maiores consumidores de energia da região.
O aumento nos custos de diesel e gasolina, refletido nos preços globais do petróleo, tem gerado um efeito disruptivo nas cadeias de abastecimento, desde o refino até a entrega final de produtos.
As províncias agrícolas de Benguet, que dependem da distribuição eficiente para levar produtos como repolho aos centros urbanos, estão vendo um aumento significativo nos custos operacionais.

Com os preços dos combustíveis mais altos, muitos produtores agrícolas estão impossibilitados de cobrir as despesas de transporte e, como resultado, muitos preferem deixar suas colheitas se perderem nos campos a vender com prejuízo.
Este fenômeno tem mostrado como a volatilidade do setor de petróleo e gás não afeta apenas a produção de energia, mas reverbera por toda a economia, prejudicando a cadeia de valor agrícola e aumentando o custo de vida nas Filipinas.
Com a inflação acelerada e a escassez de combustíveis agravando ainda mais a situação, o governo filipino enfrenta a pressão de encontrar alternativas energéticas e estratégias que possam mitigar o impacto da crise do petróleo no setor agrícola e em outras indústrias.
Se os preços do combustível continuarem a subir, o impacto será sentido não apenas na produção e distribuição de alimentos, mas também na recuperação econômica pós-pandemia, já que a dependência de petróleo importado tem deixado o país vulnerável a choques no mercado global de energia.
Para os agricultores locais, como Arnold Capin, que já enfrentam margens de lucro estreitas, o aumento nos custos de combustível coloca o futuro da produção agrícola nas Filipinas em risco.

