O arranque da produção da fábrica da INTRACOM Fertilizantes Angola, previsto para este ano, representa um avanço estratégico na industrialização do sector agrícola e na redução da dependência externa de insumos críticos. Localizada na Zona Industrial das Mabubas, no município do Dande, província do Bengo, a unidade posiciona-se como um activo relevante para a cadeia de valor agrícola, com impacto directo na produtividade e competitividade do agronegócio nacional.
Com um investimento estimado em 373 milhões de dólares, a infra-estrutura inicia operações com uma capacidade de produção anual de 500 mil toneladas de fertilizantes, com potencial de expansão à medida que atinja a sua maturidade operacional. Para o tecido empresarial, este volume representa uma oportunidade concreta de estabilização de custos de produção agrícola, reduzindo a exposição a flutuações cambiais e à volatilidade dos mercados internacionais.



A médio prazo, a fábrica foi concebida para operar em níveis superiores, com produção de fertilizantes organo-minerais em escala industrial, reforçando a capacidade interna de resposta à crescente procura do sector agrícola. Para investidores, este projecto evidencia um movimento de substituição de importações com potencial de geração de valor local, criação de emprego e estímulo à indústria transformadora, sectores-chave para a diversificação económica de Angola.
A localização numa área de 130 hectares na Zona Industrial das Mabubas reforça a lógica de clusters industriais, facilitando sinergias logísticas e operacionais com outras unidades produtivas. A visita institucional liderada pelo secretário de Estado para a Indústria, Carlos Rodrigues, sinaliza o alinhamento estratégico entre o sector público e o investimento privado, elemento essencial para acelerar projectos estruturantes e garantir previsibilidade regulatória.

Do ponto de vista macroeconómico, a entrada em funcionamento da unidade deverá contribuir para uma redução significativa das importações de fertilizantes, um dos principais factores de custo na produção agrícola. Este efeito tem implicações directas na balança comercial, na segurança alimentar e na competitividade das exportações agrícolas, posicionando o país para um ciclo mais sustentável de crescimento baseado na produção interna e na agregação de valor.

