A Comissão do Mercado de Capitais participou, entre 24 e 26 de Março de 2026, na reunião plenária do Comité 8 da International Organization of Securities Commissions, realizada em Bucareste, num movimento estratégico que reforça a integração de Angola nos circuitos globais de regulação financeira.
A delegação angolana, liderada por Edna Mascarenhas e pelo director Dalvim Pipa, assegurou o acompanhamento técnico de uma agenda centrada em inovação, educação financeira e fortalecimento da resiliência dos investidores com temas que ganham relevância num contexto de crescente sofisticação dos mercados.

Entre os principais pontos discutidos esteve a preparação da Semana Mundial do Investidor (WIW) 2026, iniciativa global que visa elevar o nível de literacia financeira e proteger investidores. Para o mercado angolano, o alinhamento com estas campanhas representa uma oportunidade de ampliar a confiança e atrair novos participantes, fortalecendo a base de investidores e a liquidez do sistema.
A agenda destacou ainda o avanço de projectos ligados à inteligência artificial aplicada aos mercados de capitais, incluindo programas colaborativos como TechSprint e mecanismos de partilha de informação entre reguladores. Esta abordagem posiciona a CMC num eixo de modernização regulatória, essencial para acompanhar novos produtos financeiros, mercados preditivos e riscos emergentes associados à digitalização.


Do ponto de vista empresarial e financeiro, a participação na IOSCO permite à CMC alinhar práticas com padrões internacionais, reduzindo assimetrias regulatórias e melhorando o ambiente de negócios. Este alinhamento é particularmente relevante para investidores estrangeiros, que tendem a privilegiar mercados com regras claras, supervisão eficaz e integração com redes globais.
A reunião proporcionou ainda intercâmbio de experiências entre autoridades reguladoras e reforçou a cooperação internacional, factores críticos para a estabilidade e desenvolvimento do mercado de capitais. Ao consolidar este posicionamento, a CMC contribui para tornar Angola um mercado mais competitivo, transparente e preparado para captar investimento e inovação financeira.

