Os Serviços Veterinários na província do Huambo levantaram a cerca sanitária imposta desde Janeiro devido à peste suína africana, permitindo a retoma da circulação e comercialização de suínos, após controlo do surto que afectou explorações no município da Chicala-Cholohanga.
A decisão surge após o cumprimento rigoroso das medidas de biossegurança e vigilância epidemiológica, segundo a responsável provincial dos Serviços Veterinários, Maria Simão Chiumbo. O levantamento da restrição marca um passo importante para a recuperação da cadeia de valor da suinicultura na região.
“A partir de hoje, fica restabelecida a circulação normal dos suínos vivos e seus derivados, devendo, no entanto, serem respeitadas todas as normas sanitárias e procedimentos legais vigentes para o transporte e comercialização destes produtos”, afirmou.
O surto resultou em perdas significativas, com mais de 600 animais mortos ou abatidos, afectando directamente a produção e o rendimento dos criadores. Apesar da reabertura, as autoridades alertam para a necessidade de reforçar medidas de prevenção para evitar novos focos da doença.

Maria Simão Chiumbo sublinhou que a manutenção da sanidade animal depende da vigilância contínua por parte dos produtores e técnicos, com foco na biossegurança e notificação imediata de qualquer suspeita.
Retoma cria oportunidades para investimento e aumento da produção
Para o director do Gabinete Provincial da Agricultura, Pecuária e Pescas, João Lara Hotalala, a normalização do sector deverá estimular novos investimentos e reforçar a produção de carne suína, tanto no segmento empresarial como familiar.
“Acreditamos que os criadores voltados à pecuária empresarial e familiar ficaram mais animados, para poderem investir e melhorar a sua produção”, afirmou.
Formalização e assistência técnica como pilares do crescimento


As autoridades destacam ainda a necessidade de maior formalização do sector, uma vez que apenas 15 fazendas estão devidamente registadas na província. O reforço do cadastro de criadores e o acompanhamento técnico especializado são vistos como fundamentais para garantir crescimento sustentável e resposta rápida a futuras crises sanitárias.
Com o apoio institucional do Estado e o envolvimento de técnicos especializados, o sector suinícola do Huambo entra agora numa nova fase, marcada pela recuperação, modernização e maior controlo sanitário.

