A Nigéria poderá aumentar a produção de petróleo em cerca de 100 mil barris por dia nos próximos meses, segundo o CEO do grupo Nigerian National Petroleum Company, Bashir Bayo Ojulari.
A previsão surge num contexto de ajustamentos no mercado energético global, com o país a procurar reforçar a sua capacidade produtiva e consolidar o seu papel entre os principais produtores africanos de crude.
NNPC aposta em reforço da capacidade produtiva
De acordo com Bayo Ojulari, a Nigéria produziu, em média, entre 1,6 e 1,7 milhão de barris por dia no último ano, estando agora a trabalhar para atingir uma média de 1,8 milhão de barris por dia ao longo de 2026.
A declaração foi feita à Reuters, à margem da conferência CERAWeek, realizada em Houston, onde o responsável destacou os esforços em curso para expandir a produção.

“Estamos construindo essa capacidade”, afirmou, acrescentando: “Não somos como a Arábia Saudita, mas podemos contribuir.”
Meta é melhorar execução e eficiência dos projectos
Durante a conferência, o CEO revelou ainda que a NNPC concluiu uma revisão completa do seu portfólio de negócios em 2025, estando agora a implementar mudanças estratégicas.
Entre as prioridades está a melhoria da execução dos projectos, com foco no cumprimento de prazos e orçamentos, após registos de atrasos em iniciativas anteriores.
A empresa pretende, assim, aumentar a eficiência operacional e garantir maior previsibilidade na entrega de infra-estruturas energéticas.

Contexto global influencia estratégia nigeriana
O aumento da produção surge também num cenário internacional marcado por tensões geopolíticas e eventuais restrições na oferta de petróleo, o que pode abrir espaço para países produtores reforçarem a sua presença no mercado.
Apesar disso, o responsável sublinhou que a Nigéria não possui a mesma capacidade de resposta imediata de grandes produtores como a Arábia Saudita, embora esteja preparada para contribuir de forma gradual.


O reforço da produção petrolífera poderá ter impacto directo nas receitas públicas e no equilíbrio das contas externas da Nigéria, num momento em que o país enfrenta desafios fiscais e procura diversificar as suas fontes de rendimento.
A aposta na eficiência e na expansão controlada da produção reflecte uma estratégia orientada para a sustentabilidade do sector energético, ao mesmo tempo que responde às exigências do mercado global.

