O lançamento da obra científica “Espécies Marinhas mais Frequentes em Angola”, apresentado nas instalações do Hotel Continental, representa um avanço estratégico para a economia azul e para o desenvolvimento sustentável do setor das pescas em Angola.
Do ponto de vista económico, a sistematização de dados sobre 106 espécies marinhas fornece uma base sólida para a gestão eficiente dos recursos pesqueiros, permitindo melhorar a regulação, aumentar a produtividade do setor e reduzir a exploração excessiva. Isso contribui para a estabilidade das receitas ligadas à pesca e para a sustentabilidade de longo prazo da atividade económica.


No campo dos negócios, a obra cria condições para maior previsibilidade e transparência no setor, facilitando decisões de investimento por parte de empresas nacionais e internacionais. A caracterização de espécies comerciais como carapau, atum, sardinha e camarão-real apoia o desenvolvimento de cadeias de valor mais estruturadas, desde a captura até ao processamento e exportação.
Sob a perspetiva da sustentabilidade, o destaque dado a espécies ameaçadas como o Manatimafricano e várias tartarugas marinhas reforça a necessidade de práticas de pesca responsáveis e de políticas de conservação. Isso é essencial para garantir a preservação dos ecossistemas e a continuidade dos recursos naturais que sustentam o setor.

A presença da Esperança da Costa no lançamento evidencia o alinhamento entre ciência, governação e desenvolvimento económico. A obra posiciona-se como uma ferramenta estratégica para apoiar políticas públicas, atrair investimento no setor pesqueiro e fortalecer a posição de Angola no contexto da economia azul.
Desta forma, o projeto não é apenas um contributo científico, mas também um instrumento de desenvolvimento económico, promovendo inovação, sustentabilidade e maior competitividade no setor marítimo angolano.

