O Comité de Política Monetária decidiu reduzir o Coeficiente de Reservas Obrigatórias em moeda nacional para 17,5%, uma descida de 50 pontos base, com o objectivo de libertar liquidez no sistema financeiro e estimular a actividade bancária em Angola.
A decisão foi tomada durante a segunda reunião do ano do comité, realizada nos dias 11 e 12 de Março de 2026, reflectindo uma estratégia de reforço da circulação de dinheiro na economia, sobretudo no mercado interbancário.

Com a redução das reservas obrigatórias, os bancos passam a dispor de maior liquidez para conceder crédito à economia, o que poderá impulsionar o investimento e o consumo num contexto de necessidade de estímulo à actividade económica.
A medida é vista como um sinal de flexibilização moderada da política monetária, com foco no reforço da capacidade financeira das instituições bancárias.
Taxas de juro mantêm-se face a incertezas económicas globais
Apesar da redução das reservas, o Banco Nacional de Angola decidiu manter inalteradas as principais taxas de juro de referência. A Taxa BNA continua fixada em 17,5%, enquanto a Facilidade Permanente de Cedência de Liquidez permanece em 18,5% e a Taxa de Absorção de Liquidez em 16,5%.
Segundo o CPM, a decisão reflecte a necessidade de prudência, tendo em conta o actual ambiente de incerteza económica internacional e os possíveis impactos na economia nacional.

