O Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou o desmantelamento de quatro grandes redes de bots responsáveis por infectar mais de 3 milhões de dispositivos em todo o mundo, numa operação conjunta com autoridades da Alemanha e do Canadá.
As botnets, identificadas como Aisuru, KimWolf, JackSkid e Mossad, foram utilizadas para lançar ataques de negação de serviço distribuídos (DDoS), atingindo alvos sensíveis, incluindo sistemas ligados ao Departamento de Defesa dos Estados Unidos.
Operação internacional visou ataques cibernéticos contra infraestruturas críticas
De acordo com as autoridades, a operação foi conduzida simultaneamente nos três países, com foco na identificação e neutralização dos responsáveis pelas redes maliciosas, que realizaram centenas de milhares de ataques contra servidores e computadores em várias partes do mundo.
Em alguns casos, os operadores das botnets exigiram pagamentos das vítimas, explorando a vulnerabilidade dos sistemas afectados.


Segundo Kenneth DeChellis, agente especial do Serviço de Investigação do Departamento de Defesa, a acção demonstra o compromisso das autoridades em combater ameaças cibernéticas emergentes e proteger infraestruturas militares e estratégicas.
Dispositivos conectados foram usados em ataques DDoS em escala global
A maioria dos dispositivos infectados fazia parte da chamada Internet das Coisas, incluindo câmaras de vigilância, gravadores digitais e routers Wi-Fi, frequentemente vulneráveis a ataques por falta de actualizações de segurança.
A operação contou ainda com o apoio de várias empresas tecnológicas, como a Amazon Web Services, Google, PayPal e Nokia, além da colaboração da Europol, através da equipa PowerOff, dedicada ao combate a crimes cibernéticos desde 2017.
A desarticulação destas redes evidencia a crescente sofisticação dos ataques digitais e o risco associado à proliferação de dispositivos conectados. Especialistas alertam que a segurança da Internet das Coisas continua a ser um dos principais desafios globais, exigindo maior cooperação internacional e investimento em cibersegurança para proteger infraestruturas críticas e utilizadores.

