A General Motors (GM) e a LG Energy Solution anunciaram a reestruturação de uma fábrica de baterias no estado do Tennessee, nos Estados Unidos, para a produção de baterias destinadas a sistemas de armazenamento de energia, numa mudança estratégica impulsionada pela queda na procura por veículos elétricos.

A decisão será acompanhada pela recontratação de cerca de 700 trabalhadores anteriormente demitidos, marcando uma nova fase para a unidade operada pela joint venture Ultium Cells.
A medida surge após a redução da produção de veículos elétricos pela GM, o que levou a empresa a rever a sua necessidade de células de bateria. No início do ano, a Ultium Cells havia demitido funcionários em fábricas no Tennessee e Ohio, com planos de cortes que se estendiam até 2026.
Mudança estratégica para armazenamento de energia
Com o excesso de capacidade na produção de baterias para veículos elétricos, empresas do setor estão a redirecionar investimentos para o mercado de armazenamento de energia, considerado uma das áreas mais promissoras da transição energética.
A fábrica passará a produzir baterias de fosfato de ferro-lítio (LFP), tecnologia amplamente utilizada em sistemas de armazenamento devido ao seu menor custo e maior durabilidade.
A própria LG já iniciou a conversão de parte da sua produção para este segmento, acompanhando uma tendência global seguida também por concorrentes como a SK On.
A mudança ocorre num contexto de alterações políticas nos Estados Unidos, que impactaram a procura por veículos elétricos e forçaram fabricantes a rever estratégias industriais.
Crescimento da demanda energética impulsiona setor
Apesar da desaceleração no mercado de veículos elétricos, o segmento de armazenamento de energia apresenta forte crescimento, impulsionado pela necessidade de suportar infraestruturas digitais, como centros de dados e tecnologias de inteligência artificial.
Segundo Kurt Kelty, vice-presidente da GM, a procura por soluções de armazenamento de energia supera actualmente a oferta e deverá continuar em expansão nos próximos anos.

A reestruturação também reflete ajustes mais amplos da GM, que vendeu a sua participação numa fábrica de baterias no Michigan para a LG e desacelerou a construção de outra unidade em parceria com a Samsung, no Indiana, devido à redução da procura.

