O Ministério do Ambiente promoveu, em Luanda, um encontro multissetorial que reuniu vários departamentos governamentais, incluindo o Ministério da Cultura, com o objectivo de transformar o património natural e cultural do país num vector estratégico de desenvolvimento económico, turismo e diplomacia cultural. A iniciativa reflete uma visão integrada que posiciona os activos ambientais e históricos como instrumentos de geração de valor, capazes de atrair investimento, dinamizar a economia criativa e reforçar a marca Angola no cenário internacional.
No centro das discussões esteve o emblemático elefante angolano em exibição no Smithsonian National Museum of Natural History, considerado um símbolo com elevado potencial de valorização turística e educativa. A Ministra Ana Paula de Carvalho Pereira destacou que a história do animal representa uma oportunidade única para reforçar a narrativa global sobre a biodiversidade angolana, sobretudo com o impulso mediático do documentário Elefante Fantasma, produzido pela National Geographic. Esta exposição internacional, aliada a conteúdos audiovisuais, pode funcionar como alavanca para o aumento do fluxo turístico e para a criação de novos produtos culturais exportáveis.



A proposta de criação de uma réplica do elefante em território nacional insere-se numa estratégia mais ampla de desenvolvimento da indústria cultural e turística, com impacto potencial na geração de receitas e emprego. A iniciativa visa estimular cadeias de valor ligadas à museologia, produção audiovisual, investigação científica e educação ambiental, promovendo simultaneamente parcerias entre público e privado. A participação do embaixador Agostinho Van-Dúnem reforça a dimensão diplomática do projecto, evidenciando o papel das representações externas na captação de oportunidades e na promoção da imagem do país.
Adicionalmente, a proposta de construção do memorial “San-Koh-Fah” surge como um projecto com forte potencial turístico e simbólico, capaz de integrar circuitos culturais e históricos ligados à diáspora africana. Inspirado no conceito de revisitação do passado para construção do futuro, o memorial poderá posicionar Angola como um destino relevante no turismo de memória, segmento em crescimento a nível global. Esta abordagem estratégica combina cultura, história e identidade como activos económicos, contribuindo para diversificar as fontes de receita e fortalecer a presença de Angola nos mercados internacionais.

