O Orçamento Geral do Estado 2026 estabelece quatro prioridades estratégicas para orientar a política económica e social de Angola no próximo ano, com foco na melhoria das condições de vida da população, no estímulo à actividade económica e no reforço da sustentabilidade das finanças públicas.
De acordo com o cenário macroeconómico apresentado pelo Governo de Angola, a primeira prioridade é a aposta no sector social, com investimentos direccionados para áreas essenciais como saúde, educação e habitação, com o objectivo de ampliar o acesso da população a serviços públicos e reduzir desigualdades.
O cenário macroeconómico que sustenta o orçamento prevê uma desaceleração gradual da inflação. Depois de atingir 27,5% em 2024 e uma estimativa de 17,5% em 2025, a previsão oficial aponta para 13,7% em 2026, reflectindo esforços de estabilização económica.


No sector petrolífero, principal fonte de receitas do Estado, o OGE 2026 trabalha com uma previsão de produção de cerca de 1,05 milhões de barris por dia, abaixo dos níveis registados em anos anteriores. O preço de referência do petróleo foi fixado em 61 dólares por barril, num cenário considerado prudente face à volatilidade do mercado internacional.
Já no segmento do gás natural, as previsões indicam crescimento da produção para cerca de 178 mil barris de óleo equivalente por dia em 2026, acima dos níveis registados nos últimos anos, reforçando o papel do gás na matriz energética e nas exportações do país.

A segunda prioridade do orçamento está centrada na valorização dos rendimentos das famílias e trabalhadores, com medidas destinadas a reforçar o poder de compra e dinamizar o consumo interno.
A terceira prioridade passa pelo estímulo à economia e à criação de empregos, através do apoio à actividade empresarial e da promoção de novas oportunidades de trabalho, contribuindo para a diversificação económica.
Por fim, o OGE 2026 prevê ainda o reforço da robustez das finanças públicas, embora o financiamento do orçamento continue a depender em parte do endividamento. O serviço da dívida deverá absorver cerca de 45,8% das despesas públicas, mantendo-se como uma das maiores rubricas do orçamento.

