O BAI – Banco Angolano de Investimentos e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) assinaram um Memorando de Entendimento com o objetivo de reforçar a capacitação no domínio das finanças sustentáveis em Angola. A iniciativa pretende estimular o desenvolvimento do mercado de capitais e ampliar o financiamento dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), alinhando o sector financeiro nacional às novas exigências globais de investimento responsável.
Durante a cerimónia de assinatura, o representante adjunto residente do PNUD em Angola, Gabriel Dava, destacou que a parceria reforça a mobilização de capital para projetos ligados ao clima e ao desenvolvimento sustentável. Segundo o responsável, a colaboração está alinhada com iniciativas internacionais como a Plataforma de Apoio ao Investimento e Assistência Técnica (PISTA), coordenada pelo Centro de Clima e Energia do PNUD em Roma, com apoio do Ministério do Meio Ambiente e Segurança Energética da Itália.
O acordo também prevê apoio técnico especializado através do Climate Hub e do Sustainable Finance Hub do PNUD, sediados em Nova Iorque. Estas estruturas acompanham o desenvolvimento de instrumentos financeiros inovadores, como obrigações sustentáveis, destinadas a financiar projetos alinhados com as metas climáticas e as prioridades de desenvolvimento do país.

Por sua vez, o administrador executivo do BAI, Juvelino Domingos, sublinhou que a adesão ao programa reforça o compromisso do banco com o financiamento sustentável e a mobilização de recursos para os ODS. O responsável destacou que o BAI pretende assumir um papel pioneiro na promoção de soluções financeiras capazes de atrair investidores e apoiar projetos estruturantes para a economia angolana.
Especialistas indicam que iniciativas deste tipo podem acelerar a integração de Angola nos mercados globais de financiamento verde, facilitando o acesso a capital internacional e apoiando as Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) do país no âmbito das políticas climáticas. A parceria entre o sector financeiro e organismos multilaterais surge, assim, como um passo estratégico para diversificar as fontes de financiamento do desenvolvimento económico sustentável.

