Mais de 200 pessoas morreram na terça-feira após um deslizamento de terra provocado por fortes chuvas na mina de coltan de Rubaya, no leste da República Democrática do Congo, informou o Ministério de Minas da República Democrática do Congo.

De acordo com a instituição governamental, o acidente ocorreu numa área de exploração mineira que já apresentava riscos operacionais, tendo sido anteriormente desaconselhada a continuidade das actividades até que fossem implementadas medidas de segurança adequadas para os trabalhadores.
Apesar do balanço oficial apontar para mais de duas centenas de vítimas, um alto responsável do grupo rebelde AFC M23, que controla a mina desde 2024, afirmou anteriormente à agência Reuters que apenas cinco ou seis pessoas teriam morrido no incidente.
Entre as vítimas mortais estão cerca de 70 crianças, segundo o Ministério de Minas, enquanto vários feridos foram transportados para unidades de saúde na cidade de Goma.


A mina de Rubaya é considerada uma das mais importantes do país, sendo responsável por cerca de 15 por cento da produção mundial de coltan. O mineral é processado para produzir tântalo, um metal altamente resistente ao calor utilizado na fabricação de telemóveis, computadores, componentes aeroespaciais e turbinas a gás.
Nos últimos meses, o local também passou a integrar uma lista restrita de activos mineiros propostos pelo governo congolês aos Estados Unidos da América no âmbito de um programa de cooperação mineral destinado a reforçar o sector extractivo.

Segundo um responsável do grupo AFC/M23, a tragédia ocorreu devido às fortes chuvas registadas nos últimos dias, que provocaram instabilidade no terreno numa área já considerada vulnerável.

