Empresa angolana, em processo de expansão industrial, nega ter recebido fundos públicos e ameaça recorrer à justiça contra campanha de difamação.
O Grupo Opaia, um dos maiores conglomerados empresariais de Angola, quebrou o silêncio nesta sexta-feira, 20 de Fevereiro de 2026, para repudiar veementemente uma série de acusações que circulam em portais digitais, as quais imputam à empresa crimes de branqueamento de capitais, corrupção e incumprimento contratual lesivo ao Estado.

No centro da controvérsia está o projeto de fornecimento de 600 autocarros, sobre o qual recaem alegações de que a empresa teria “enganado o Estado angolano” e desviado financiamentos. Em comunicado oficial emitido pelo seu Gabinete de Comunicação e Imagem, a holding, que opera há 24 anos no mercado, classifica as informações como uma tentativa deliberada de manchar a sua reputação num momento em que busca consolidar a sua projeção internacional.
“Nenhum valor recebido”, garante o Grupo
O ponto central da defesa da Opaia reside na execução financeira dos contratos. Ao contrário do que sugerem as denúncias de que o grupo teria beneficiado indevidamente de fundos estatais, a empresa é categórica:
“O Grupo OPAIA reafirma publicamente que, até ao momento, apesar de aprovações e contratos assinados, não recebeu qualquer valor financeiro de ente público ou privado para financiar os seus projectos industriais, incluindo os relacionados com a produção e fornecimento de autocarros.”
A nota sublinha que todos os investimentos realizados até à data resultam de “estruturação financeira própria e de parcerias empresariais legítimas”, refutando a tese de dependência ou uso indevido do erário público.
Ataque à credibilidade das fontes
O comunicado adota um tom duro contra o que considera ser uma violação dos princípios do jornalismo. A empresa lamenta que as acusações tenham sido difundidas por “autores não identificados” e plataformas digitais que não observaram o princípio do contraditório, falhando em contactar o grupo para verificação factual antes da publicação.




Para a administração da Opaia, estas ações não são erros jornalísticos, mas sim “actos praticados com a intenção de manchar o bom nome de uma empresa angolana”. O grupo destaca o seu papel social, lembrando que tem sido responsável pela empregabilidade de milhares de jovens nos últimos anos através da sua missão industrial de diversificação económica.
Via judicial
Face à gravidade das imputações de branqueamento e fraude, o Grupo Opaia anunciou que não ficará apenas pela resposta mediática. A empresa declarou que se reserva ao direito de acionar “os mecanismos legais competentes” para proteger a sua reputação institucional contra difamação.
“O Grupo OPAIA pauta a sua actuação por transparência, legalidade e compromisso com o desenvolvimento sustentável de Angola”, conclui a nota, reiterando a disponibilidade para prestar esclarecimentos a órgãos de comunicação que atuem com responsabilidade.
