A consultora EY Angola alertou para a necessidade de Angola acelerar o investimento em infra-estruturas críticas de logística e acesso à energia, considerando o horizonte de 2030 como um prazo curto para transformar a economia nacional.
A posição foi defendida por André Afonso, Partner da EY Angola, durante o painel “A sustentabilidade económica em Angola: Onde estaremos em 2030?”, realizado na III Conferência Nacional de Jovens Contabilistas, em Luanda.

Segundo o responsável, o país precisa de infra-estruturas que permitam a reindustrialização e a transformação de sectores como agricultura, turismo, indústria e energia, garantindo melhores condições de vida e de trabalho às populações.
André Afonso destacou ainda o capital humano como o maior activo nacional, defendendo um esforço acelerado de capacitação através das escolas e universidades, bem como a melhoria do ambiente de negócios, com estabilidade fiscal, monetária e regulamentar, para atrair investimento externo.
O especialista desafiou os profissionais de contabilidade a analisarem a economia sem o peso do sector petrolífero, para avaliar o crescimento da economia real e os impactos efectivos na vida dos cidadãos.
No mesmo evento, Ricardo Vinagre, Partner da EY Angola, abordou o impacto da digitalização na contabilidade, destacando a facturação electrónica, a automatização de processos, a análise de dados e a inteligência artificial como factores críticos de transformação do sector, embora alertando para riscos como cibersegurança e dependência tecnológica.
