O Quénia aderiu a uma iniciativa internacional de 13 milhões de dólares destinada a reforçar práticas agrícolas sustentáveis, num momento em que a segurança alimentar e a gestão de riscos ambientais ganham peso estratégico no agronegócio africano. O programa, financiado por uma coligação global do setor agroquímico, será implementado ao longo de cinco anos em nove países de baixa e média renda.
Do ponto de vista económico e empresarial, a participação do Quénia insere-se numa tendência crescente de modernização regulatória e tecnológica do setor agrícola africano. O foco está na redução dos impactos associados ao uso de pesticidas, através de sistemas de gestão mais eficientes, formação técnica e integração de boas práticas internacionais na cadeia produtiva.


O país já apresenta avanços relevantes na adaptação regulatória, com a incorporação de normas globais na legislação de pesticidas, o reforço dos centros nacionais de controlo de intoxicações e a criação de uma rede de 310 pontos de recolha de embalagens químicas. Estas medidas indicam uma tentativa de estruturar um ecossistema agrícola mais seguro, organizado e alinhado com padrões internacionais.
No plano produtivo, a iniciativa surge como resposta a desafios crescentes ligados às alterações climáticas, pragas agrícolas e pressão sobre a produtividade. Autoridades agrícolas quenianas destacam episódios recentes, como surtos de gafanhotos, como exemplos da necessidade de sistemas mais resilientes e tecnologicamente preparados para proteger a produção alimentar.


A médio prazo, o programa deverá reforçar a competitividade do setor agrícola do Quénia, promovendo maior eficiência no uso de insumos, adoção de práticas como o manejo integrado de pragas e fortalecimento das cadeias de valor. A iniciativa também reforça a crescente convergência entre sustentabilidade ambiental e viabilidade económica no agronegócio africano.

