A Rio Tinto e a Endiama formalizaram uma joint venture para desenvolver o projecto diamantífero Chiri, localizado na região leste de Angola, considerada uma das áreas mais ricas em recursos minerais do país.
Segundo o ministro angolano dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, o projecto poderá transformar-se no terceiro maior produtor de diamantes de Angola, reforçando o peso do sector mineiro na economia nacional.
A nova sociedade mineira foi constituída após a Rio Tinto concluir trabalhos preliminares de exploração que identificaram resultados promissores em depósitos de kimberlito, principal rocha associada à formação de diamantes.
De acordo com informações divulgadas pela empresa, a Rio Tinto controlará 75% da Sociedade Mineira do Chiri, enquanto os restantes 25% ficarão sob controlo do Estado angolano através da Endiama.


Apesar da criação formal da parceria, os responsáveis indicaram que ainda não foram definidos os montantes finais de investimento para o desenvolvimento da mina e das infra-estruturas associadas ao projecto.
A iniciativa faz parte da estratégia do Governo angolano de reforçar a produção diamantífera nacional e atrair capital estrangeiro para o sector extractivo, num contexto de diversificação económica e aumento das receitas não petrolíferas.

Angola continua entre os principais produtores africanos de diamantes, mas enfrenta desafios ligados à volatilidade dos preços internacionais das pedras preciosas e à necessidade de modernização das operações mineiras.
Com a entrada da Rio Tinto no projecto Chiri, o Executivo espera aumentar a competitividade do sector diamantífero angolano e consolidar o país como um dos destinos estratégicos de investimento mineiro no continente africano.

