O Banco Angolano de Investimentos (BAI) iniciou 2026 com um resultado líquido de 62 mil milhões de kwanzas, representando uma queda de 39% face ao período homólogo, segundo dados divulgados pela Comissão do Mercado de Capitais de Angola.
A pressão sobre a rentabilidade foi impulsionada pela forte redução da margem complementar e pelo aumento dos custos operacionais, num contexto em que o setor financeiro enfrenta maior exigência de eficiência e diversificação de receitas.
Para o mercado de seguros e serviços financeiros alargados, este desempenho reforça a leitura de um ciclo de maior seletividade no crédito e na gestão de risco.


Apesar da quebra nos lucros, o banco apresentou sinais positivos na sua atividade central, com a margem financeira a crescer 22% e a carteira de crédito a expandir 57%, atingindo 1,3 biliões de kwanzas.
Em paralelo, as imparidades para crédito recuaram 55%, indicando melhoria na qualidade dos ativos e menor exposição ao risco, um fator crítico também para o ecossistema de seguros e resseguro, onde a estabilidade do sistema bancário influencia diretamente a precificação do risco financeiro.
Os custos operacionais aumentaram 28%, refletindo investimentos em tecnologia e modernização, o que pode, no médio prazo, reforçar a eficiência e integração com soluções digitais de seguros e gestão de risco.


No plano da solidez financeira, o BAI manteve indicadores robustos, com ROAE anualizado de 25,6%, rácio de eficiência de 40,5% e fundos próprios regulamentares em 27,3%, acima do período anterior.
O ativo total cresceu 8% para 5,1 biliões de kwanzas, consolidando a posição da instituição no sistema financeiro angolano.
Para o mercado de seguros e capitais, este desempenho evidencia um banco com forte capacidade de absorção de choques, mas em fase de transição estrutural, onde a pressão sobre margens exige maior integração entre banca, seguros e gestão de risco para sustentar crescimento sustentável.

