A Blue Moon Metals avançou com uma estratégia simultânea de expansão internacional ao aprovar a construção do projecto de cobre, ouro e prata Nussir, na Noruega, e ao acelerar a retoma das operações da mina de tungstênio Springer, nos Estados Unidos.
O investimento no projecto Nussir, localizado no norte da Noruega, está estimado em cerca de 184 milhões de dólares. A mina terá uma capacidade de processamento de aproximadamente 6.000 toneladas de minério por dia e uma vida útil prevista de 13 anos, com início de produção esperado para 2027.



Em paralelo, a empresa reforçou o seu plano de capitalização com uma injecção adicional de 150 milhões de dólares canadianos, com o objectivo de financiar a transição de desenvolvedora para operadora mineira. Parte destes recursos também será usada em investimentos já existentes dentro do seu portfólio.
Nos Estados Unidos, a Blue Moon está a apostar na mina Springer, localizada no estado de Nevada, considerada estratégica para a produção de tungstênio. O projecto poderá ser retomado após um investimento adicional de cerca de 50 milhões de dólares, com arranque previsto para 2027.
A empresa pretende que Springer se torne um dos principais fornecedores de tungstênio na América do Norte, num contexto em que o mercado global deste metal continua altamente concentrado. Estimativas indicam que a China, a Rússia e a Coreia do Norte dominam a maior parte da produção mundial, enquanto o tungstênio tem registado uma forte valorização nos mercados internacionais.

O projecto Nussir, por sua vez, representa o primeiro grande motor de receitas da estratégia da empresa. Estudos recentes apontam para reservas significativas de cobre, ouro e prata, com um valor presente líquido positivo e potencial de geração de fluxos de caixa consistentes ao longo da operação.
A empresa destaca ainda que os projectos fazem parte de uma estratégia mais ampla de criação de uma cadeia de fornecimento ocidental de minerais críticos, reduzindo a dependência de países asiáticos, sobretudo da China, que domina o processamento de vários metais estratégicos como o tungstênio, o gálio e o germânio.
Apesar do potencial, parte dos activos da Blue Moon ainda se encontra em fases iniciais de desenvolvimento ou depende de estudos adicionais de viabilidade. Mesmo assim, a empresa afirma que a combinação de cobre e metais críticos poderá posicioná-la como um actor relevante na nova corrida global por recursos estratégicos essenciais à transição energética e à indústria tecnológica.

