Os estoques de petróleo bruto nos Estados Unidos continuam em trajetória de queda, refletindo uma forte procura por derivados e reforçando a pressão altista nos mercados energéticos globais.
Dados do American Petroleum Institute indicam uma redução de 1,79 milhão de barris na semana encerrada em 24 de abril, contrariando previsões de aumento. A queda sucede uma redução ainda mais acentuada na semana anterior, sinalizando um mercado mais apertado do que o esperado.
Ao mesmo tempo, os níveis da Reserva Estratégica de Petróleo continuam a recuar, com uma retirada de 7,1 milhões de barris no período, reduzindo o total para cerca de 397,9 milhões de barris — significativamente abaixo da capacidade máxima, o que limita a margem de intervenção do governo sobre os preços.


A produção norte-americana registou ligeira queda semanal, para 13,585 milhões de barris por dia, embora permaneça acima dos níveis do ano anterior, evidenciando uma oferta relativamente estável, mas insuficiente para compensar a força da procura.
No mercado, os preços reagiram imediatamente: o Brent ultrapassou os 111 dólares por barril, enquanto o WTI superou os 100 dólares, impulsionados também pela incerteza geopolítica envolvendo o Irão e as restrições na oferta global.


Os estoques de combustíveis refinados reforçam o cenário de aperto. As reservas de gasolina caíram 8,47 milhões de barris, enquanto os destilados recuaram 2,6 milhões, mantendo-se abaixo das médias históricas, o que indica consumo robusto e possíveis pressões adicionais sobre preços.
Combinando queda de estoques, limitações na oferta e riscos geopolíticos, o mercado petrolífero entra numa fase de maior volatilidade, com tendência de preços elevados no curto prazo e impacto direto nos custos energéticos globais.

