A inteligência artificial está a transformar rapidamente o sector mineiro em África, com países como a República Democrática do Congo, Botswana, Zâmbia e Gana a adoptarem tecnologias avançadas para acelerar a exploração e reduzir riscos.
Estima-se que o continente possua cerca de 30% das reservas globais de minerais críticos, com um potencial avaliado em cerca de 8,5 biliões de dólares ainda por explorar. Na RDC, o ministro das Minas, Louis Watum Kabamba, destacou que a utilização de IA pode reduzir o tempo de descoberta de novos recursos para menos de três anos. O país firmou parcerias com empresas como a KoBold Metals e a Xcalibur Smart Mapping para aplicar soluções geoespaciais e inteligência artificial na identificação de depósitos minerais estratégicos, incluindo lítio.



Outros países seguem a mesma tendência. O Burundi está a digitalizar os seus dados geológicos e a desenvolver projetos de níquel, enquanto a Zâmbia aposta na IA para aumentar significativamente a produção de cobre até 2031. Já o Gana utiliza modelação preditiva baseada em IA para expandir as suas reservas de ouro.
No caso do Botswana, tradicionalmente dependente de diamantes, a tecnologia está a permitir diversificar o sector. A exploração assistida por IA já levou à descoberta de novos depósitos de cobre, posicionando o país no mercado de minerais críticos.

A crescente adopção da inteligência artificial deverá estar em destaque na African Mining Week 2026, que decorre na Cidade do Cabo, onde especialistas irão discutir o papel da tecnologia na sustentabilidade, eficiência e inovação do sector mineiro africano.

