Os preços do petróleo subiram cerca de 2% na terça-feira, prolongando os ganhos da sessão anterior, num contexto de crescente incerteza geopolítica associada ao impasse entre os Estados Unidos e o Irão. O mercado reage à ausência de progressos nas negociações de paz e à manutenção das restrições no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de abastecimento energético.
O prolongamento do conflito tem mantido parte significativa do fluxo de petróleo e gás do Médio Oriente fora dos mercados internacionais. O Irão continua a restringir a passagem de embarcações na região, enquanto os Estados Unidos mantêm bloqueios a portos iranianos, aprofundando a disrupção logística numa zona responsável por cerca de 20% do consumo global de petróleo e gás.


A incerteza diplomática aumenta com sinais de estagnação nas conversações entre Washington e Teerão. Fontes indicam que a proposta iraniana não satisfez as exigências norte-americanas, mantendo o impasse sem perspetivas claras de desescalada. O cenário reforça a perceção de risco estrutural sobre o fornecimento global de energia.
No mercado, os contratos futuros do Brent e do WTI registaram ganhos consistentes, com o Brent a ultrapassar os 110 dólares por barril. Analistas apontam que a atual faixa de preços poderá tornar-se o novo padrão no curto prazo, refletindo a incorporação do risco geopolítico nas avaliações do mercado físico.

Especialistas do setor energético admitem que, na ausência de um acordo imediato, os preços do petróleo deverão permanecer elevados e voláteis, enquanto os mercados ajustam gradualmente as expectativas de oferta a um cenário prolongado de instabilidade no Médio Oriente.

