A Agência Nacional de Recursos Minerais (ANRM) emitiu, durante o exercício económico de 2025, um total de 165 títulos mineiros destinados a actividades de prospecção e exploração em Angola. Do universo atribuído, 91 permanecem activos, enquanto os restantes perderam validade devido a incumprimento contratual ou inactividade operacional.
Os dados foram apresentados pelo técnico da ANRM, Luzayadio Makiesse, durante a divulgação do balanço referente ao quarto trimestre de 2025. Segundo explicou, o número reflecte o esforço do Executivo em dinamizar o sector extractivo, atrair investidores e fortalecer a exploração sustentável dos recursos minerais.
No segmento diamantífero, dos 91 projectos licenciados actualmente válidos, 46 encontram-se em actividade. Destes, 18 estão na fase de construção de infra-estruturas mineiras, enquanto 28 já operam em regime de exploração, contribuindo para o aumento da produção nacional.


Outros projectos permanecem em fase de mobilização, estruturação financeira ou à procura de parceiros estratégicos para o início das operações. Segundo a ANRM, esta situação é comum no sector, onde a captação de capital e os estudos técnicos exigem tempo e elevados investimentos.
Luzayadio Makiesse esclareceu que a predominância de projectos em prospecção é natural no sector mineiro, uma vez que esta etapa envolve levantamentos geológicos, estudos laboratoriais e avaliações económicas para determinar a viabilidade comercial das reservas identificadas.
Conhecer o potencial geológico é fundamental antes de se explorar. Só depois da prospecção é possível determinar se há valor económico para comercialização”, sublinhou o responsável.
Lundas lideram actividade mineira
No plano geográfico, a actividade continua concentrada nas províncias historicamente ligadas aos diamantes. A Lunda-Norte lidera com cerca de 49 concessões activas, seguida pela Lunda-Sul com 20 e Malanje com 11 projectos.

Entretanto, províncias como Bié, Huambo e Uíge também começam a registar iniciativas mineiras, sinalizando a expansão da prospecção para novas regiões e o aproveitamento de outras áreas com potencial geológico relevante.
A ANRM reiterou que a sua missão passa por regular, fiscalizar e promover o desenvolvimento do sector mineiro nacional, assegurando boa governação, transparência e uso sustentável dos recursos naturais.
Entre as competências da instituição destacam-se a preparação de concessões mineiras, negociação de contratos de investimento, fiscalização da arrecadação de receitas para o Estado e promoção de boas práticas ambientais.
Com os números apresentados, Angola reforça a estratégia de modernização do sector mineiro e de diversificação económica, apostando na valorização dos diamantes e na atracção de novos investimentos privados.

